Geisha

芸者

A cultura oriental vive arraigada na minha conduta ou na minha proposição de vida .
Como mulher de outra cultura gosto de sentir-me
um pouco gueixa diante do aprendizado no caminho da perfeição.
Seu universo  é repleto de mistério e fascínio.

As gueixas são como atrizes.
Elas vendem aos seus clientes o sonho de uma mulher perfeita,
e fazem com que eles se sintam atraentes e importantes.

Apesar da aparência frágil e delicada, a gueixa é antes de tudo uma mulher forte e determinada.
Ao longo de décadas, vem enfrentando as mais variadas diversidades, porém sem perder o apreço pela tradição,
pela cultura de seu país.
Sem dúvida ela foi diretamente responsável por
diversas mudanças no Japão.
Em 1904, o compositor italiano Giacomo Puccini criou
 a ópera "Madame Butterfly",
inspirada num caso verídico,
 a ópera conta a trágica história de uma gueixa,
Cho-cho ("borboleta" em japonês),
 que se apaixona por Pinkerton, oficial americano .
A bela e jovem gueixa que sacrifica a sua família,
a sua religião e a sua própria vida pelo marido.

Tudo começa quando por tédio, e capricho, Pinkerton casa com
Cho-Cho-San, um casamento sem qualquer valor legal,
que para ele não passa de uma brincadeira mas,
 para ela, se torna a razão de viver.
Quando Pinkerton abandona o Japão, a sua mulher,
a quem ele chamava “Madame Butterfly”, acredita cegamente,
 contra todas as evidências, que ele voltará,
como lhe prometera…

Nos dois anos de ausência de Pinkerton, Butterfly
 constrói um mundo de ilusão e fantasia, com base na esperança,
 no desejo e nas pequenas mentiras anedóticas que ele lhe contava (tais como: “na América, o casamento é para sempre”).
 Renegando a tradição e os costumes japoneses,
Cho-Cho-San vive numa espera agonizante,
preparando-se para o dia em que o seu amor regresse.
 Mas quando esse dia finalmente chega, o peso da
inexorável realidade esmaga todos os sonhos
da Madame Butterfly que sozinha, ela pega o punhal
com que seu pai se suicidou, lendo a inscrição do estojo:

 “Morre com honra quem não pode viver com honra”.

A ficção e diferenças culturais fizeram com que a idéia que o ocidente tem das gueixas seja distorcida, pouco
correspondendo com a realidade.
Muitos, principalmente os incultos, acham que uma gueixa nada mais é do que uma exótica prostituta de luxo -
algo que choca os japoneses, que as consideram
refinadas guardiãs das artes tradicionais

Gueixas são um deleite para os olhos, como uma obra de arte viva.
O que mais chama a atenção nas gueixas, entretanto,
é a beleza de seus gestos e seu modo de falar.

Ser uma gueixa é mais do que uma mera profissão.
É um estilo de vida que exige total e absoluta dedicação.
 É aceitar acima de tudo que será uma vida de servidão, que eventualmente terá grandes recompensas.
 Como tudo no Japão, ser gueixa é também um dom,
um caminho a ser percorrido pelo resto da vida.
 Karyukai, "o mundo da flor e do salgueiro",
é o nome que se dá ao mundo das gueixas.
Cada gueixa é como uma flor e um salgueiro:
bela em seu próprio modo de ser como uma flor;
graciosa, flexível mas forte como um salgueiro.
A gueixa não é para qualquer um.
Talvez esteja neste ponto o valor da gueixa,
 e o que fará ela sobreviver: a raridade, a exclusividade,
e a personificação daquilo que há de belo na alma do Japão.
As
gueixas continuam sendo um parâmetro de talento,
 elegância, beleza e caráter feminino na sociedade japonesa
invejadas por nós, inúmeras mulheres ocidentais .

Beth Nunes

A FONTE
 www.culturajaponesa.com.br
autora: Cristiane A. Sato


 

Música tema:
Tânia Maya --Gueixa



 

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