Todo final de relacionamento traz uma dor que parece ser eterna.

Não é aquela dor física que tomamos um medicamento ou colocamos a mão para amenizar.

É a dor que rasga, corrói, estraçalha lentamente,
sempre mais e mais...

O coração sangra atormentado pelo cérebro .

Um chora enquanto o outro só lembra.

A frequência dos batimentos cardíacos aumentam na velocidade
 das imagens friamente projetadas.

É o fim de desejos não atendidos e sonhos irrealizados.

Os sentimentos misturam-se..

Tristeza, saudade, raiva, medo, frustração,
insegurança e desespero.

Surge a vontade de revidar e fazer com que o outro coração
sinta a mesma dor.

O orgulho e a decepção tomam conta da razão.

O apego confunde-se ao sentimento de posse.
Nos desencantamos com o que projetamos
ou idealizamos no parceiro sem que na maioria
das vezes tenhamos definido a real essência
 do que desejávamos.

Sentimo-nos no meio de uma grande conspiração
onde conhecidos tornam-se "inimigos".
Perdemos por vezes a oportunidade da descoberta,
da observação e análise de todos os comportamentos,
 incluindo o nosso próprio.

Não foi o amor que fracassou e sim
 nossa capacidade de amar.

Como o amor, o maior dos sentimentos, repentinamente vira mágoa, raiva,defeitos e estimula comportamento
radicalmente diferente daquele pelo qual foi seduzido

Como passamos a criticar levianamente parte da
pessoa que nos encantou?

O amor convive com nosso interior numa total confusão
ocasionada por nosso ciúme, nossa insegurança,
 nosso orgulho e nossos apegos .

O amor não deixa marcas doloridas.

Amor não vira rancor.

Sentimo-nos rejeitados como se não fôssemos amados
com a mesma proporção que amamos.

Quando há o término de um relacionamento maduro é
 natural sentir tristeza momentânea e
 até um inconformismo.

Mas o coração é reequilibrado ainda que arranhado.

Esse mesmo coração não se fecha, ele se fortalece e retoma sua coragem de voltar a amar sempre ou de novo.

O amor perdoa, segue em frente e muitas vezes desejando
 encontrar a mesma estrada que encheu de luz nossa vida.
Quando é amor e não hábito...

Quando nos permitimos estar abertos ao amor nos
 libertamos de sofrimentos.

O que nos causa dor é a nossa incapacidade de conviver,
 de ceder, de tolerar, de comunicar
 e de sairmos do nosso perfeccionismo
para viver uma relação fundamentalmente amorosa.

Falta a coragem de assumir a vida com
a possibilidade de desfrutar a felicidade.

O desperdício da vida é não arriscar a voltar a amar.
Ainda que correndo todos os riscos.

O maior relacionamento amoroso é o que você tem
com você mesmo.

Sendo assim, como se negar ao amor?

Como temer a felicidade?
Numa perda pode surgir uma grande descoberta.

Como arriscar não se decepcionar pela própria vaidade
 de sempre vencer?

O verdadeiro amor surpreende e determina
que curso dar à nossa vida, ainda que seja
uma nova vida.
Assim ,uma mariposa reconhece a intensidade da luz que a aquece..
Quando a faz rodopiar ou permite que haja ameaça
de a esmagarem
É hora de novos vôos...


Beth Nunes

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